Cida Silva

Psicóloga

Turpis mollis

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Você busca uma vida mais leve?

Não espere pela mudança do outro

Muitas mulheres que atendo chegam à terapia carregando um cansaço interno que nunca passa. Não é apenas por causa da rotina, da sobrecarga ou dos problemas do dia a dia. Existe uma exaustão emocional que nasce da expectativa constante de que alguém mude.

“Se ele mudasse, eu ficaria bem.”
“Se ela me entendesse, eu teria paz.”
“Se ele colaborasse mais, minha ansiedade diminuiria.”

Sem perceber, a própria tranquilidade vai sendo colocada nas mãos do outro.

E é aí que a ansiedade cresce.

Quando sua paz depende do outro

Existe uma conta emocional que nunca fecha quando sua saúde mental depende das atitudes de alguém. Você observa, espera, cria expectativas, tenta conversar, insiste, cobra, se decepciona, e recomeça tudo outra vez.

Enquanto isso, sua energia vai embora.

O problema é que tentar controlar o comportamento alheio gera um estado constante de alerta. Você passa a vigiar o humor do outro, interpretar sinais, antecipar conflitos e imaginar mudanças que talvez nunca aconteçam.

Isso desgasta.

A ansiedade muitas vezes nasce justamente dessa tentativa de controlar aquilo que não está sob seu alcance.

O que realmente está no seu controle?

Essa é uma das reflexões mais importantes dentro da terapia.

Você não controla:

  • As escolhas do outro
  • O jeito do outro agir
  • O tempo de mudança de alguém
  • O nível de consciência emocional de outra pessoa

Mas você controla:

  • Os seus limites
  • As decisões que toma
  • A forma como quer viver
  • O cuidado com a sua saúde mental

Quando o foco muda, algo começa a aliviar dentro de você.

A verdade difícil que traz leveza

Sempre que uma paciente chega ao consultório querendo muito que alguém mude, uma das reflexões que sempre trago é:

“Veja como é difícil mudar um hábito seu, mesmo se esforçando tanto.”

Mesmo quando existe vontade, consciência e esforço, o processo ainda é lento. Mudar exige repetição, responsabilidade emocional, disposição e constância.

Então imagine esperar transformação de alguém que talvez nem reconheça que precisa mudar.

Essa percepção não serve para gerar desesperança. Ela serve para devolver você para a realidade.

E a realidade, apesar de desconfortável às vezes, costuma ser mais leve do que viver presa à expectativa.

Aceitar o outro não significa aceitar tudo

Existe uma confusão comum sobre esse tema.

Aceitar alguém como ele é hoje não significa tolerar desrespeito, nem sustentar sozinha uma relação adoecida.

Aceitar é enxergar a realidade sem fantasias. É parar de construir uma relação baseada na promessa de quem o outro “poderia ser”. É entender quem está diante de você agora.

A partir disso, você consegue fazer escolhas mais conscientes.

Pode colocar limites.
Pode mudar sua postura.
Pode se afastar.
Pode conversar de forma mais clara.
Pode decidir o que faz sentido para sua vida.

Tudo isso exige autonomia emocional.

A leveza nasce quando você volta para si

Muita gente vive emocionalmente focada no comportamento do outro. O olhar está sempre para fora.

Mas a leveza aparece quando você volta para dentro.

Quando percebe que sua vida não pode parar esperando alguém amadurecer.
Quando entende que sua saúde mental não pode ser refém da mudança de outra pessoa.
Quando para de gastar toda sua energia tentando convencer, salvar ou consertar alguém.

Existe um alívio profundo em perceber que você só tem as chaves da sua própria transformação. E isso não é pouco.

O excesso de expectativa também gera sobrecarga

Além da ansiedade, viver esperando mudanças externas cria um peso emocional constante.

Você carrega frustração, vigilância, preocupação e desgaste mental. Muitas vezes, sem perceber, entra em um estado de sobrecarga emocional permanente.

O corpo, a mente e os relacionamentos sentem.

Por isso, cuidar da saúde emocional também envolve aceitar limites da realidade, entendendo que:

Nem tudo depende de você.
Nem todo mundo vai mudar no seu tempo.
Nem toda relação vai oferecer o que você gostaria.

E quanto antes você parar de lutar contra isso, mais espaço existe para viver com leveza.

A pergunta que pode mudar muita coisa

Hoje, qual mudança você está esperando do outro para finalmente se sentir bem?

Talvez essa resposta revele exatamente onde sua energia emocional está ficando presa.

A terapia não muda o outro por você. Mas ela pode ajudar você a recuperar autonomia, fortalecer limites e construir uma vida com menos ansiedade, menos sobrecarga e mais leve.

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A ansiedade tem cura? Veja o que diz a Ciência

A ansiedade, quando descontrolada, é uma das piores sensações que você pode experimentar.

Por não saber como lidar com isso, você pode cair na armadilha de acreditar e comprar tratamentos que prometem eliminar ou curar a ansiedade. 

No entanto, não existe cura para a ansiedade! Sabe por quê? A ansiedade é um sentimento que faz parte da natureza humana e tem uma função essencial na nossa sobrevivência. A ansiedade serve para nos proteger, nos deixar alertas e nos preparar para situações que envolvem algum tipo de risco.

Portanto, a ansiedade é uma emoção que precisa ser controlada, não eliminada. Nenhum tratamento baseado na ética e nos princípios da ciência pode prometer cura. Quem trabalha sério dentro da saúde mental não fala em cura, fala em remissão dos sintomas. 

A remissão dos sintomas é uma redução parcial ou total dos sintomas. Significa o retorno à funcionalidade. Ou seja, após o tratamento você terá uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, se relacionar e realizar outras atividades que são importantes para você.

Como a ansiedade é um sentimento impossível de ser eliminado, mesmo depois de qualquer tratamento, ela pode reaparecer diante de alguma perturbação que você venha a passar. Mas, se você fizer o tratamento certo, saberá como manejar isso, sem deixar que a ansiedade volte a ser um problema. 

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Entenda como a sua personalidade aumenta a ansiedade

Você já se perguntou: “Por que sou uma pessoa tão ansiosa?” ou “Por que a ansiedade me acompanha há tanto tempo?”.

Neste conteúdo vou te explicar como a sua personalidade pode estar sendo uma das principais responsáveis pela sua ansiedade e por que você tem tanta dificuldade de lidar com desafios e situações estressantes. 

Primeiro você precisa entender que as causas de um transtorno de ansiedade são multifatoriais. Ou seja, a ansiedade é resultante da combinação de diversos fatores, como: a sua genética, a sua história de vida, influências familiares e a sua personalidade. 

Mas, o que seria a personalidade?

A personalidade é um conjunto de características pessoais de um indivíduo. É a sua forma de ser, de se relacionar com os outros e com o mundo. 

Essas características são formadas durante a infância e a adolescência. Tornam-se estáveis na fase adulta, e têm pouca variação ao longo da vida. 

Atualmente, a definição de personalidade mais aceita e validada pela ciência é a teoria  Big Five (teoria dos 5 grandes fatores). 

Segundo essa teoria, a nossa  personalidade é o resultado da combinação de cinco fatores: 

1 – Extroversão: pessoas com altos escores de de extroversão apresentam facilidade para se relacionar e se comunicar, dinamismo, autoconfiança, assertividade e estabilidade emocional.

2 – Neuroticismo: altos escores de neuroticismo indicam introversão, instabilidade emocional, baixa energia, baixa tolerância à frustração, impulsividade e baixa autoestima. 

3 – Agradabilidade: é o fator das pessoas com grande capacidade de altruísmo, cooperação, empatia, com tendência à submissão e à passividade.

4 – Abertura: pessoas com altos escores de abertura demonstram curiosidade intelectual, criatividade, apreciação por arte e beleza, imaginação e disposição para novas ideias e a busca por novas experiências.

5 – Realização: é o fator responsável pela capacidade de organização, planejamento, pontualidade, determinação, orientação para metas e facilidade para contornar obstáculos.

É a combinação desses fatores que forma a pessoa que você é, tornando-a única e diferente de todas as outras. 

Não existe uma personalidade melhor que a outra, no entanto, essa teoria constatou que pessoas com alto fator de neuroticismo são mais vulneráveis psicologicamente e terão mais dificuldades na vida em geral. Esse fator de personalidade está associado a ansiedade, instabilidade emocional, irritabilidade e tendência a experimentar emoções negativas. 

Portanto, se você possui um alto fator de neuroticismo na composição da sua personalidade, isso torna você uma pessoa insegura, reativa e vulnerável ao estresse e à ansiedade. 

A boa notícia é que existem alternativas para lidar com isso. Embora a personalidade não possa ser alterada, os traços do neuroticismo podem ser atenuados. Isso pode ser feito através de duas formas:

1 – Adoção de hábitos saudáveis.

2 –  Ajuda profissional. 

Os hábitos saudáveis incluem:

  • Ter uma alimentação nutritiva; 
  • Fazer exercícios físicos com regularidade; 
  • Praticar técnicas de respiração e mindfulness;
  • Fortalecer sua espiritualidade; 
  • Cultivar bons relacionamentos. 

A ajuda profissional se refere ao tratamento psicológico, que visa tratar os problemas emocionais, desenvolver seus pontos fortes e implementar um estilo de vida mais alinhado com os seus objetivos de vida. 

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