Cida Silva

Psicóloga

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A ansiedade tem cura? Veja o que diz a Ciência

A ansiedade, quando descontrolada, é uma das piores sensações que você pode experimentar.

Por não saber como lidar com isso, você pode cair na armadilha de acreditar e comprar tratamentos que prometem eliminar ou curar a ansiedade. 

No entanto, não existe cura para a ansiedade! Sabe por quê? A ansiedade é um sentimento que faz parte da natureza humana e tem uma função essencial na nossa sobrevivência. A ansiedade serve para nos proteger, nos deixar alertas e nos preparar para situações que envolvem algum tipo de risco.

Portanto, a ansiedade é uma emoção que precisa ser controlada, não eliminada. Nenhum tratamento baseado na ética e nos princípios da ciência pode prometer cura. Quem trabalha sério dentro da saúde mental não fala em cura, fala em remissão dos sintomas. 

A remissão dos sintomas é uma redução parcial ou total dos sintomas. Significa o retorno à funcionalidade. Ou seja, após o tratamento você terá uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, se relacionar e realizar outras atividades que são importantes para você.

Como a ansiedade é um sentimento impossível de ser eliminado, mesmo depois de qualquer tratamento, ela pode reaparecer diante de alguma perturbação que você venha a passar. Mas, se você fizer o tratamento certo, saberá como manejar isso, sem deixar que a ansiedade volte a ser um problema. 

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Entenda como a sua personalidade aumenta a ansiedade

Você já se perguntou: “Por que sou uma pessoa tão ansiosa?” ou “Por que a ansiedade me acompanha há tanto tempo?”.

Neste conteúdo vou te explicar como a sua personalidade pode estar sendo uma das principais responsáveis pela sua ansiedade e por que você tem tanta dificuldade de lidar com desafios e situações estressantes. 

Primeiro você precisa entender que as causas de um transtorno de ansiedade são multifatoriais. Ou seja, a ansiedade é resultante da combinação de diversos fatores, como: a sua genética, a sua história de vida, influências familiares e a sua personalidade. 

Mas, o que seria a personalidade?

A personalidade é um conjunto de características pessoais de um indivíduo. É a sua forma de ser, de se relacionar com os outros e com o mundo. 

Essas características são formadas durante a infância e a adolescência. Tornam-se estáveis na fase adulta, e têm pouca variação ao longo da vida. 

Atualmente, a definição de personalidade mais aceita e validada pela ciência é a teoria  Big Five (teoria dos 5 grandes fatores). 

Segundo essa teoria, a nossa  personalidade é o resultado da combinação de cinco fatores: 

1 – Extroversão: pessoas com altos escores de de extroversão apresentam facilidade para se relacionar e se comunicar, dinamismo, autoconfiança, assertividade e estabilidade emocional.

2 – Neuroticismo: altos escores de neuroticismo indicam introversão, instabilidade emocional, baixa energia, baixa tolerância à frustração, impulsividade e baixa autoestima. 

3 – Agradabilidade: é o fator das pessoas com grande capacidade de altruísmo, cooperação, empatia, com tendência à submissão e à passividade.

4 – Abertura: pessoas com altos escores de abertura demonstram curiosidade intelectual, criatividade, apreciação por arte e beleza, imaginação e disposição para novas ideias e a busca por novas experiências.

5 – Realização: é o fator responsável pela capacidade de organização, planejamento, pontualidade, determinação, orientação para metas e facilidade para contornar obstáculos.

É a combinação desses fatores que forma a pessoa que você é, tornando-a única e diferente de todas as outras. 

Não existe uma personalidade melhor que a outra, no entanto, essa teoria constatou que pessoas com alto fator de neuroticismo são mais vulneráveis psicologicamente e terão mais dificuldades na vida em geral. Esse fator de personalidade está associado a ansiedade, instabilidade emocional, irritabilidade e tendência a experimentar emoções negativas. 

Portanto, se você possui um alto fator de neuroticismo na composição da sua personalidade, isso torna você uma pessoa insegura, reativa e vulnerável ao estresse e à ansiedade. 

A boa notícia é que existem alternativas para lidar com isso. Embora a personalidade não possa ser alterada, os traços do neuroticismo podem ser atenuados. Isso pode ser feito através de duas formas:

1 – Adoção de hábitos saudáveis.

2 –  Ajuda profissional. 

Os hábitos saudáveis incluem:

  • Ter uma alimentação nutritiva; 
  • Fazer exercícios físicos com regularidade; 
  • Praticar técnicas de respiração e mindfulness;
  • Fortalecer sua espiritualidade; 
  • Cultivar bons relacionamentos. 

A ajuda profissional se refere ao tratamento psicológico, que visa tratar os problemas emocionais, desenvolver seus pontos fortes e implementar um estilo de vida mais alinhado com os seus objetivos de vida. 

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O que pode estar por trás da sua ansiedade

A ansiedade é apenas um sintoma. Assim como a febre, que pode aparecer como sintoma de muitos problemas de saúde, a ansiedade também pode ser decorrente de vários transtornos mentais.

Para citar um exemplo, me lembro de um paciente que chegou muito ansioso, na sua primeira sessão de terapia. Disse que depois de pesquisar na Internet, concluiu que era um quadro de ansiedade. Mas, depois de avaliar melhor os sintomas, verifiquei que não se tratava de ansiedade, mas sim, de um transtorno bipolar. 

Muitas vezes, a ansiedade pode surgir de forma mais intensa sem caracterizar nenhum transtorno. Por exemplo: quando você passa por um evento estressante, uma avaliação ou uma decisão importante. Nesses casos, a ansiedade passa assim que você resolve o problema.

No entanto, quando a ansiedade não é bem avaliada por um profissional qualificado, muitos transtornos mentais podem não ser diagnosticados. Isso é um problema, pois pode te impedir de receber o tratamento adequado.

Veja alguns transtornos mentais, que apresentam sintomas ansiosos:

Transtornos de ansiedade

Como o próprio nome já diz, esses são os principais transtornos em que você sente níveis extremos de ansiedade. As características principais desses transtornos são: medo e ansiedade acentuados, sintomas corporais de tensão física, preocupações e apreensão em relação ao futuro.

Os transtornos de ansiedade mais comuns são: o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de ansiedade social, as fobias específicas, o transtorno do pânico e a agorafobia.

Depressão

As características centrais de um quadro depressivo são: a perda do prazer nas atividades diárias, desesperança e pensamentos negativos sobre si, sobre os outros e sobre o futuro. Porém, existe um subtipo de depressão em que o paciente também apresenta vários sintomas ansiosos.

TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade)

É caracterizado pela impulsividade, dificuldades com o foco, atenção, organização e planejamento. Perder objetos, perder prazos e esquecer compromissos também são comuns. Todas essas dificuldades podem gerar, consequentemente, muita ansiedade. 

Transtorno bipolar

É um transtorno no qual o paciente tem períodos (dias ou semanas) de muita agitação, euforia, falta de sono, alta produtividade, autoestima elevada ou irritabilidade, seguido por um período de depressão. O transtorno bipolar geralmente é acompanhado por muitos sintomas de ansiedade. 

Transtornos alimentares

São caracterizados por uma relação difícil com a comida, preocupações com o corpo e com o peso. Normalmente o transtorno alimentar é acompanhado por muita ansiedade. Inclusive, muitos pacientes regulam a ansiedade através da ingestão excessiva ou inadequada de alimentos. 

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

É caracterizado pela presença de pensamentos intrusivos e obsessivos (geralmente relacionados à agressividade, religiosidade, sexualidade, etc) ou rituais compulsivos (de organização, de limpeza ou de verificação). A ansiedade é tão marcante no TOC, que até alguns anos atrás era considerado um tipo de transtorno de ansiedade. 

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

É a revivência de situações traumáticas (envolvendo morte, acidentes, violência física ou sexual, etc) através de flashes, pesadelos ou pensamentos intrusivos sobre o acontecimento. O TEPT também já esteve na categoria dos transtornos de ansiedade, por ser acompanhado de intensa ansiedade.  

Transtornos de personalidade

Um transtorno de personalidade tem características marcantes na forma da pessoa pensar, sentir e agir. Embora sejam vistas como “um jeito de ser da pessoa”, geralmente trazem sofrimento (para si ou para os outros) e atrapalham nos relacionamentos e na vida em geral. Os pacientes com transtorno de personalidade também podem ter muitos sintomas de ansiedade. 

Outros transtornos que normalmente vêm acompanhados de ansiedade são: o TEA (transtorno do espectro autista), a esquizofrenia, transtorno por uso de substâncias (álcool, maconha, etc) e outros transtornos mentais.

Além disso, existem outras condições, como o o perfeccionismo e a dificuldade de regular as emoções, que podem gerar e manter a ansiedade em níveis elevados .

Por que é importante conhecer a origem da sua ansiedade?

Primeiro, para que você não realize autodiagnóstico. Fazer um diagnóstico é uma tarefa bastante complexa. Somente quem estudou muito sobre psicopatologia é capaz de fazer um diagnóstico da maneira certa. 

Segundo, para que você jamais tome qualquer tipo de remédio por conta própria. Um medicamento tomado sem o acompanhamento de um profissional pode desencadear vários problemas, inclusive alguns transtornos mentais. Cada tipo de ansiedade requer um tipo de medicação e uma intervenção terapêutica específicas.   

Além disso, os transtornos de ansiedade podem ter comorbidades. Ou seja, podem aparecer juntamente com outros transtornos mentais. Por exemplo, uma pessoa pode ter um TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), outra pessoa pode ter depressão e transtorno de ansiedade social.  

Por isso, é fundamental que você consulte um psicólogo ou um psiquiatra, que são os profissionais qualificados para realizar o diagnóstico correto e te oferecer o tratamento eficaz.

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